foda-se essa merda.
 

 
Dormir tarde, acordar cedo: posologia para um cérebro que não funciona.
 
 
   
 
5.30.2005
 
Eu já não lembro mais da última vez que eu me senti realmente feliz.
Sábado eu tomei umas cachaças (cachaça mesmo, aquela da cana) e fiquei mole e leve, mas não fiquei feliz.
E nem estou aqui defendendo o uso de drogas no processo psicológico das pessoas. Se fosse assim todo mundo bebia e todo mundo era feliz.
Acho que estou desenvolvendo transtorno bipolar. Fico eufórica em alguns momentos e fico muito deprê em segundos.
Não sei, fiquei muito triste agora.
Costuma ser assim: eu identifico o que está me chateando, dá uma pontada no coração e eu começo a pensar em soluções ou dissoluções para aquilo e logo passa.
Mas de uns tempos pra cá a tristeza vem sem identidade, sem culpado e sem solução.
Tudo dói. Ir para casa dói, vir para o trabalho dói, ir para monte alto dói, ir para a faculdade dói (essa sim dói mais do que todas).
E estou começando a sentir pela minha terapeuta o mesmo ódio que eu senti quando fiz terapia com 14 anos. Nem ela vai me salvar.
É isso, universo.
Não volto mais aqui.
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Estado vegetativo ligado.
Inércia até dia 30 de junho. Depois passa. Oba.
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5.24.2005
 
A metalinguagem é muito foda. Eu ouvi isso ontem: "acho que eu não estava apaixonado por ela, porque eu nem a conhecia direito.Acho que eu estava apaixonado pela idéia de estar apaixonado", ele disse. E talvez eu sinta tristeza pela tristeza inata que sinto agora. Algo como isso, talvez.
Estou cansada de ser cobrada por algo que eu não posso mudar. Algo que não é do meu alcance. Tenho vontade de chorar.
O metaquadro, o metafilme, a metafísica...A Noite Americana, François Truffaut.
Isso! Se eu pudesse escolher quem eu seria, teria escolhido ser Truffaut. A vida de cineasta deve se muito divertida.
Here´s to shutting up:
5.23.2005
 
Oi, tudo bem?
Você está vivo hoje?
Eu também. Viva, chata, mal humorada e brava.
Cortei o cabelo.
Tô parecendo uma coxinha do Kynity (para quem não sabe quem é Kynity, digo que é o dono de um boteco muito muito muito style de Monte Alto. Imagine que quando você compra um saco de 3Kg de carvão, ele te dá uma garrafa de um litro de catuaba de brinde. Aff.)
Enfim. Emulherzei-me de vez. Chorei quando vi o cabelo novo, essas coisas. Tive um chilique hoje de manhã, ao levantar da cama. Parecia um espantalho. ÓDEEO.
Outra coisa: eu vou matar a mina que mora comigo.
Vocês me visitam na cadeia?

*escutando o disco novo do teenage. dóóóru!
Here´s to shutting up:
5.19.2005
 
aiai, eu sou uma beesha mesmo.
(ouvindo smiths, escrevendo outro texto - dessa vez pro du - e com dor no coração pela criz, enquanto um texto de 4.000 caracteres me espera estático. Bichice fudida.)
Here´s to shutting up:
 
*sobre ouvir palavras ruins para o nosso coração.

Às vezes as pessoas não falam, vomitam. Eu sei, sou assim também. Jorram palavras atrás de palavras de dentro de mim, como um desabafo tresloucado e desesperado para se libertar.
Tem uma música do Balão Mágico Mágico que fala "se você tivesse um microfone/ ligado ao coração/eu diria, bem baixinho...". Balão Mágico não é uma ótima referência, mas eu gosto deles. E frases, venham elas de qualquer autor/cantor/imbecil do mundo, tomam outro sentido dentro de mim, se descolam da autoria original e ficam avulsas e cheias de significado na minha cabeça. Todo mundo tem um microfone ligado ao coração. E este microfone só fica aberto a quem nos interessa, a quem amamos. Tá lá, ligado direto ao coração. E tudo o que este microfone captar, o coração vai emitir, como um amplificador, para todas as partes do corpo.
Sobre ouvir palavras ruins, as que mais doem são as que não combinam com a gente. Lembro de um ex-namorado que me chamou de egoísta. Ele poderia me chamar de qualquer coisa naquela época, de vadia pra baixo, mas nunca de egoísta. Aquilo reverberou dentro de mim como a explosão de uma bisnaga de TNT. Eu vivia em função dele, passava todas as horas do meu dia ao lado dele, fazia somente as coisas que ele queria pra, no final do dia, ouvir que eu era egoísta. Aquilo doeu durante dias, meses talvez. Mas passou. Sempre passa.
A vida é, por mais que a gente não queira, como "o brilho eterno de uma mente sem lembranças". Dia após dia, o amor morre, a saudade morre, a lembrança morre. Tudo o que não é exercitado, alimentado dentro da gente, morre. É inevitável. Tem gente que chama de memória seletiva. O que você lembra da sua época de pré-escola? Ainda te dói ter sido rejeitada por algum colega que você nutria aquele paixãozinha? Não. Aliás, não lembro metade dos nomes e dos rostos de gente que estudou comigo. O tempo é senhor absoluto. Ele mata o que há de ser morto, ele prolonga o que há de ser prolongado, ele atropela qualquer coisa que não fique exposta no seu criado-mudo. Limpe o criado-mudo. Troque os livros e os discos que logo os que estão ali tomando poeira serão subtraídos.
E coisa que eu não desejo, nem pra mim, nem pra um cão na rua, é desligar o microfone que fica ligado no coração. Quero sempre sentir, sentir. Porque o mesmo microfone que capta palavras ruins, capta coisas boas. E não há ferida que não se cure, não há inferno psicológico que não passe. Às vezes demora, como discuti com o Sr. Eduardo ("eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim"...). Temos pressa em tirar o pé da jaca. Temos pressa em parar de sofrer. Mas a vida se dá em ciclos, só começa novo ciclo quando algum foi concluído.
Não ligue para as palavras ruins, porque você não sabe se elas se tornarão boas para você ser uma pessoa melhor.
Leia o Pequeno Príncipe de novo, ou pela primeira vez. Não há chuva que que não venha procedida por sol.
"É preciso suportar as larvas para ver as borboletas".

texto pra crizi, que a gente ama muito. E que só não é minha irmã porque é minha cunhada.
;-)
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5.18.2005
 
Repouso as mãos sobre a mesa branca. Elas suam, deixando marcas arredondadas e molhadas sobre o laqueado áspero. Estou de meias. Tirei os sapatos e deixei sob a mesa, esfriando. Faz muito calor lá fora. Aqui dentro, o ar condicionado nos deixa impunes do clima tropical. Olho em volto. Nenhum afeto. Pelo contrário. Dois desafetos e meio. Meio que digo é de uma menina muito estranha que me olha de soslaio e me cumprimenta de má vontade. Estou trabalhando no projeto de decoração da entrada da Trip. Talvez eu vá embora antes mesmo de o projeto tomar as paredes. Rou a única unha curta dentre dez das mãos. Roeria as dos pés se não desse dor nas costas. E se não estivessem sempre curtas e avessas aos dentes. Cruzo as pernas sobre a cadeira. Seguro a canela com a mão esquerda. A direita move o mouse e clica em alguma outra coisa inútil. Liguei para uma entrevistada que não estava em casa ontem. Conversei com o pai dela, um senhor gentil e, no momento, gripado. Ele se desculpou mil vezes por não poder nos receber semana que vem em Salvador, pois ele estará em São Paulo a descanso. Pobre homem gentil. Não tive coragem de contar que eu não voaria até a Bahia com meus colegas de trabalho, pois eu sou a estagiária chulé.
Olho para o lado. Black Alien invade a redação com um sorriso largo de gente boa. Daria um abraço nele, mas ele está acompanhado justamente pelos meus dois desafetos. Sou fã, acho o cara foda. E não que eu viva esse desejo de falar alguma coisa pra alguém momento algum. O pai da entrevistada baiana disse que devemos fazer amigos quando não estamos precisando de amigos, que devemos abrir negócios quando não estamos precisando de dinheiro e que devemos amar quando não estamos interessados em ser amados. Me calei. Pensei nos amigos que eu não fiz, nos negócios que não abri e nas pessoas que não amei. Me senti triste.
Na verdade o que mais me dói é tudo que NÃO aconteceu. O que aconteceu, aconteceu! Não sou de ficar me arrependendo.
Duas da tarde é um momento mágico do dia. Ninguém está na redação, tudo fica quieto e calmo. Uso o horário para ler e-mails e blogues.
Olho para o monitor e penso em ir ao banheiro. Sinto muita preguiça de fazer xixi. Não há xixi no mundo que não me cause imenso tédio. Penso que tenho que colocar os sapatos, levantar, andar até o toalete, acender aquela luz que pisca feito um estroboscópio, trombar no porta-papel-higiênico, fechar a porta, enfrentar outro estrobo, encapar a tampa do vaso, sentar, eliminar, secar, levantar, jogar a capa fora, sair lavar as mãos - e tudo isso correndo risco de encontrar alguém desagradável desta redação de desagradáveis e ter que trocar alguma frase idiota...
Fiquei assim - velha - há uns meses. Não sei mais me livrar dessas manias e implicâncias.
A menina que mora comigo, por exemplo. Em uma semana de casa eu já desejava jogá-la do nosso andar. Agora, entrando na quarta semana, desejo esquartejá-la e jogar os pedaços para os famintos cães de Brigadeiro Luís Antônio. Convivência é um lance muito difícil para quem é sistemático. Ela faz umas coisas que me deixam louca, como dormir de janela aberta (enquanto um caminhão da comgás faz uma reforminha nas tubulações em frente ao prédio), chutar meus tênis para debaixo da cama (sendo que eu os deixo milimetricamente enfileirados ao lado do pé da cama) e deixar a porta do armário escancarado (e elas trombam nos meus CDs. Mas para essa eu já tenho tática de guerrilha: meto a bicuda. As portas estão com várias marcas de chute)
Perdi a vontade de viver. Tô cansada. Mesmo. E não esse cansaço simples assim, como escrevo. É um cansaço profundo, de vontade de ir pra outra dimensão.
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5.17.2005
 
Olha, vou contar um segredo: acordei doente hoje. De corpo e de alma.
Minha pressão caiu no ônibus. Força, muita força pra não desmaiar ali mesmo. Cheguei na casa do Du, fiquei quietinha no sofá até passar. Passar, passou, mas quem tem pressão baixa sabe: a cabeça fica ruim o resto do dia. A nuca fica doendo, o corpo fica pesado (como se eu tivesse 10 arrobas em cada ombro), os olhos ficam baixos, as mãos ficam bobas. Uma merda. Falando em merda, tô com diarréia também. Pra ajudar.
Tô aqui no inferno. Daí cheguei aqui umas duas da tarde e tinha dois textos pra fechar. Que foram pra merda. As meninas que trampam aqui comigo não vieram para a redação hoje. Uma está com catapora. A outra foi fazer umas entrevistas na Paulista. Cheguei e recebi o despejo de todas as matérias possíveis e imagináveis que estão truncadas no computados do meu chefe. SUPERLEGAL (pra não falar porracaralhomerdavaitomanocu).
EU TENHO DUAS MATÉRIAS PRA FECHAR E ELE FAZ O FAVOR DE ME PASSAR MAIS TRÊS OU QUATRO.
Há horas que parece que minha cabeça vai cair sobre o teclado. Pesa. Tenho vontade de xingar. Desço pra fumar um cigarro. Sozinha. As meninas não estão aqui.
E as minhas matérias vão sendo postergadas porque o meu chefe é um maldito contraditório folgado.
Merda de vida.
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5.13.2005
 
Roubei as caixas de som do computador da Bob só para escutar o disco novo da Lulina.
E vou te contar, viu?!
CREMINHO!
Depois eu boto um texto aqui que eu escrevi pra ela.
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Wolf Eyes destruiu ontem. Foi foda, foda. Fennesz foi bom também, mas nada superaria o som daqueles três malucos ontem a noite.

* * *
Feliz ano novo Lulínico!!!

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5.10.2005
 
Duas malucas

Kátia: Bob, quantas sessões de terapia vai demorar pra eu parar de chorar?
Bob: Você nunca vai parar de chorar!

Kátia e Bob discutindo a relação que têm com suas terapeutas.

Bob: Porque se você parar de chorar as sessões param de fazer sentido.

Óqueeeeei, Bob, chega.

***
"Space is the place".
Camiseta do Cassiano Elek Machado, zanzando pela redação. Sun Ra anda fazendo muito mal às pessoas.

***
"Cê babou no feijão do Paulo Lima?"
Cris, numa frase que é bem melhor descontextualizada mesmo.

"Você pensa que eu ainda não te saquei? Você coloca a blusa, depois vai colocando umas coisinhas na mochila, quando a gente olha, você já foi embora".
Cris, de novo, para mim, que tenho técnicas de saída à francesa.
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Frases que se perdem no vento e na memória

Quando ela viu aquele quadro do Picasso pela primeira vez, chorou. Copiosamente. Não se lembra o nome. Guer...guar..nica...ela...acha...
Agora vive se esquecendo dos nomes das coisas. Ou trocando. Ou apelidando.
Chamou Marvin Gaye de James Brown e recorreu ao namorado citando um nome de filme em inglês porque não conseguia lembrar da música que queria cantar. O namorado, muito príncipe, corrigiu e cantou a música pra ela.
Outro dia trocou o rosto da Aimee Mann pelo da Tori Amos, talvez porque o cérebro dela ande embaralhando vogais e ordens de palavras e ande arquivando coisas de maneira desordenada.
Demorou três dias para lembrar que a música que ouvirá numa noite era Neutral Milk Hotel. E na hora que lembrou, ficou descontente: não estava com o CD em casa pra escutar.
Está, desde sexta, tentando lembrar de um refrão bobo do Moldy Peaches, mas só consegue cantar "jessica, jessica simpson, you've got it all wrong. your fraudulent smile, the way that you faked it the day that you died" do...bom, daquele menino lá que era do Moldy Peaches e ela não consegue lembrar o nome.
Não conseguiu lembrar de seis nomes de cantores folk da atualidade. Por que seis? Porque é sistemática até o dedão do pé e se apega a números estranhos.
Ela lembrou de coisas bobas e doloridas hoje.
"Ele falou que eu sou folgada"... "mas ele sumiu da minha casa. Logo, se ele sumiu da minha casa e não participa mais dos jantares e foundes que a gente faz lá, ele não tem o direito de me chamar de folgada", pensou. Doeu mais um pouco. Pensou. Escreveu.
Lembrou da canja do carnaval. Passou o carnaval com os pobres, enquanto sua turma enfiou 150 reais no cu de algum idiota mauricinho pra ficar comendo lingüiça e pulando com a burguesada.
Não queria a burguesada. Queria os pobres. O cheiro, o suor, a alegria, as músicas, a canja, as bebidas, todas de pobre, eram muito mais divertidas. Carregou, consigo, um primo e um amigo. Olhou, de soslaio, um menino com a camisa do Dead Boys e saiu correndo atrás dele, mas o perdeu de vista. É, a canja. com cenoura e com torradinhas. Custava...custava algo em torno de dois reais. Mas era como se custasse a maior fortuna do universo. Viscosa, saborosa, cheirosa, gordurosa, com suas peles de frango boiando e colorida e deliciosa como se tivesse sido preparada pelo Fasano. Tomava uns bons quatro copos de vodka e depois recorria a canja para não vomitar ou acordar coalhada. Doeu de saudade.
Lembrou também de uma menina que chegou de olhos estalados e falou baixinho: "o Mais Parcimônia é a Pétria e o Gabriel". Aquilo parecia um segredo do tamanho do mundo. Ela se sentiu part of the association, entrou, comentou. Frida batizou-a Clarice, a Kahlo e a Lispector. Sentiu-se todinha poderosa, era Clarice, pelo menos para Frida e Ernest, era.
Teve sonhos estranhos nesta noite. Acordou triste. Arrependida por não ter feito um monte de coisas. Então lembrou dos seis nomes de cantores folk da atualidade. Isso não a deixou melhor, isso simplesmente deu a sensação de coisa cumprida. Estranho assim.
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5.9.2005
 
Não quero dinheiro, eu só quero amar.

oi.
eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, eu poderia estar 'estrupando', eu poderia estar pedindo pra você comprar uma balinha. Mas não. Eu estou aqui te pedindo um empreguinho, pois esse não dá mais.
Vou ter uma úlcera se não sair daqui.
Então, qualquer coisinha que você souber, pode me avisar. Tô topando ser carteira, gari e até atendente do McDonalds, menos ficar aqui.
Muito obrigada.
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5.8.2005
 
FEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEED YOUR HEAAAAAAAAAAAAAD!
FEEEEEEEEEEEEEEEEEED YOUR HEAAAAAAAAAD!
FEEEEEEEEEEEEEED YOUR HEAAAAAAAD!
FEEEEEEEEEEED YOUR HEAAAAAD!
FEEEEEEEED YOUR HEAAAAD!
FEEEED YOUR HEAAAD!
FEED YOUR HEAD!
feed your fucking head, please.
Here´s to shutting up:
5.6.2005
 
Dia de fechamento

"O Cadão é tipo o ouvido da redação. Enquanto tá todo mundo pirando, ele tá lá, paradão, fazendo cera".
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"DEUS DEVE AMAR OS HOMENS MEDÍOCRES. FEZ VÁRIOS DELES".
Abrahn Lincoln.

Poooooooooooooooooorraaaaaaaaaa.
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5.5.2005
 
Na redação ainda. Mas é porque eu tô é com fome e a gente ganha lanche do América quando faz hora extra.
haha.
Pedi até Devil´s Food Cake no borderôooo!
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Então tá, vai!

Meu aniversário será amanhã, às nove e meia da noite, no Blue Pub.
(Al. Campinas, 69, esquina com o Maksoud Plaza, perpendicular à Ribeirão Preto)
Se você não recebeu o convite por e-mail, tá sabend pelo blogue.
Vai, tá? Não me deixa triste não.
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5.4.2005
 
Meus finos:
vai ter bar de comemoração na sexta-feira.
Só preciso decidir onde.
Alguma sugestão?
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5.3.2005
 
ÓDEO

Ligo na merda do Café Camalehon, o lugar que eu ia fazer a merda do meu aniversário.
Daí atendeu uma mina tosca, muita mana. EU ODEIO MINA MANA. EU ODEIO ESSAS MINAS HARLEM. VAISIFUDÊ.
Dá uma olhada no diálogo:
eu: - Oi, eu gostaria de fazer uma reserva para o meu aniversário.
a mina tosca: - quando?
eu: quinta-feira.
a mina tosca: mas quinta-feira tem show.
eu: eu sei. Show do Wander Wildner. Minha turma curte.
(Daí a mana, sem falar nada, colocou o telefone de lado e falou, rindo, pro colega de trabalho: "tem uma mina no telefone querendo fazer um show na quinta-feira porque a prima dela gosta do cara que vai cantar". Daí ela voltou pro bocal.)
a mina tosca: oi, quantas pessoas?
eu: 20. Mas eu não quero fazer um show. É meu aniversário e eu quero reservar uma mesa.
(Daí ela deixou o telefone de lado e falou com o rapaz novamente. Voltou.)
a mina tosca: oê. Não pode.
eu: mas tá no site que você fazem reservas pra aniversários.
a mina tosca: mas quinta tem show e a gente não pode reservar mesa. Se você quiser a gente reserva 20 comandas para os seus convidados.
eu: e eles ficam de pé?
a mina tosca: é. E eles têm que chegar até às 8:30.
eu: bom, meus amigos são jornalistas e eles têm fechamento na quinta. A maioria vai chegar só umas 11:30.
a mina tosca: 11:30 vai tá lotado. Eles não vão conseguir entrar.
eu: não, então desencana. Muito obrigada.
a mina tosca: tchau!

Desliguei.
10 minutos depois eu ainda estava nervosa e liguei lá de novo.
A mina atendeu.
eu falei: chama seu chefe.
a mina tosca: pra que?
eu: chama. eu quero falar com ele.
(O chefe atendeu)
chefe: alô?
eu: oi. Qual e o seu cargo aí?
chefe: eu sou o dono. Algum problema, senhora?
eu: sim, um problema: vê se contrata gente mais qualificada do que essa retardada que você tem aí.
chefe: nossa, senhora, por que?
eu: por que ela trata os seus possíveis clientes como idiotas ao telefone. E eu não vou fazer a minha festa de aniversário aí por causa disso. E desejo que vocês todos tomem no cu.
(E desliguei a porra do telefone)

* * *
Duas coisas: agora é assim, abusou da minha paciência e da minha educação, VAI TOMAR PATADA. O mundo anda precisando de umas éguas pra entrar na linha.
E não vai ter festa de aniversário porra nenhuma. Quem tiver afim, eu estarei no Milo Garage quinta-feira, sentada com o Bruno e com a Crizi na barraquinha da Peligro, balançando a perna e fumando aquele cigarro de sempre. Como sempre.
Here´s to shutting up:
5.2.2005
 
Povo:

Foi foda. Tem fotos que o pai da Megssa tirou e outras pessoas. Logo
logo pintam.

Foi perfeito o show, no tamanho certa e na hora certa, porque foi
assim: eram dois palcos, mas nada rolando o mesmo tempo. A grande
atração era o Telvision Personalities, e eu mesmo estava muito
animado em ver o show e tal... mas foi UMA MERDA, todo mundo odiou. E
foram dois shows deles (uma matinee e depois um show fechando). Ambos
uma MERDA. Entâo quando acabou o show do TVP, foi todo mundo para o
outro palco, todo mundo mesmo. E nós entramos quebrando tudo com Lost
In The Paradise do Caetano, com o Tom Crossley cantando o vocal
comigo e o Duglas do BMX Bandits. E foi foda... muito clima. Depois
caímos para Once I Loved do Tom Jobim(que ficou famoso na voz da
Astrud Gilberto), e foi FODAÇÇÇÇÇA, a Tracyanne do Camera Obscura
cantou as partes solo... e foi LINDAÇO. COM O BILL WELLS NO PIANO!
FOI FODA, EU QUERIA CHORAR, MAS NAO PODIA! IMAGINA TOCANDO COM O BILL
WELLS NO PIANO! FOI FODAÇO. Dai foi Minha Menina, e a galera
delirando... juro, não é papo... foi foda mesmo... todo mundo
cantando junto... o Tom Crossley tb tocou o riff na guitarra para dar
peso e o Bill Wells fez uns fritons no piano, ficou PERFEITO. E daí
tocamos Mas Que Nada, com o Francis cantando a música... e ele fez
solo de guitarra e tudo.... foi MUITO PERFEITO, porque foi curto,
exato... sem frescura, era uma música a mais para acontecer besteira,
saca? E no final todo mundo ficou de boca aberta! Muita gente achou a
Open Field uma das melhores do festival e todo mundo ficou louco de
saber que nos tocamos Jesus Don't Want Me For a Sunmbean e Nothing To
Be Done No Brasil. E o que mais? Dai teve o Maher que foi fodaço...
só musica nova... ele fez uma versão de 20 segundo de open field...
mas foi genial, mesmo com problemas com o computador do filho dele.
Eu não vi a Juana Molina, mas resolvi que ela tem que ir para a merda
com toda a argentina! Ela até é simpática.. mas putz, Argentina?
Qualé?!??!?! Vamos fazer um pau a pau de quem é melhor? EU SÓ FALO
UMA COISA PARA JUANA MOLINA(E A ATE RIMA COM O NOME DELA): LULINA!
Tipo, a Lulins no pior dia da vida dela, eh 1000000000000000000000
vezes a raiz do cabelo da Juana. Vou começar uma campanha contra a
RUANA. E pro open field church total. E acho que agora as coisas vão
entrar no trilho geral... escreve! Sei-lá, tô fellows, mandando um
flow geral... mas é que eu estou muito animado, feliz... por ter
tocado com gente tão legal e que tem tanto respeito, feliz por ter
vindo e feito uma coisa legal pelo nome da open field church, que não
é criação só minha, e que faz parte da vida de todo mundo, e eu sei
que ali eu estava representando todo mundo que ficou no Brasil, era
a igreja toda que estava no palco, pode ter certeza absoluta.

Eh isso... eu vou dormir... tô cansadao, mas feliz... foi só a
primeira semente.

FORA JUANA, QUE VENHA A LULINA, QUE É MELHOR QUE A MOLINA!

Du


(depois eu coloco alguma foto aqui)
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