Configurações básicas do coração
 

 
Goteja: coração. Há um poço de alegria dentro dele.
 
 
   
 
9.29.2005
 
Povo de Monte Alto:
Quem quiser ingresso pro Claro que é rock me avise até amanhã (30/09).
Os ingressos começarão a ser vendidos dia 1º.
Inteira: R$ 120
Só o primeiro lote (de 10 mil ingressos) vai custar 120. Depois o preço aumenta.
Sábado eu vou lá pegar aquela merda de fila de indie. E não volto mais.
Depois não digam que eu não avisei.
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Chega!

Chega de manifestações contra o Rio de Janeiro neste blog.
A verdade é que eu não odeio lugar nenhum do mundo. Eu não odeio nem Monte Alto, que não tem nada pra fazer (mas tem a melhor coxinha do mundo e a turma mais engraçada da américa latina).
Não odeio o Rio de Janeiro porra nenhuma. Tava era bravinha com esse lance de ter de ir até lá só pra ver o Wilco.
Na verdade, foda-se o rock, tá bom?!
Foda-se esse amor que eu tenho pelas bandas e essa vontade de vê-las ao vivo.
O Rio é lindo mesmo. (o problema é o carioca haha)
Recife e Olinda também devem ser incríveis! Curitiba é demais! (he, sou maior pró-brasil)
Sem contar todo o resto, senão eu ficaria dias e dias aqui falando das milhares de cidades incríveis que este país tem.
E eu vou pro Rio tomar um chopp com a Marsílea. E daí ela vai me falar tudo o que o Rio tem de bom.
E pronto, acabou.

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9.28.2005
 
Nota de esclarecimento

Estava conversando com uma amiga minha de Olinda outro dia. Ela dizia que detesta este "culto a Pernambuco" que rola entre as pessoas de São Paulo.
E ela tem razão. Só quem mora/morou em Recife ou Olinda pode dizer o quanto a cidade é boa ou ruim. Ela falava mal, inclusive. Dizia que a cidade é um saco, que não tem nada pra se fazer, que cheira mal, que não tem emprego, que a taxa de criminalidade é alta por causa dos turistas e que essas "bandas novas" fazem música pasteurizada e ruim.
Fiquei quieta. Tenho muita vontade de conhecer Recife e Olinda. Não que eu cultue essas cidades, mas por simples curiosidade. Assim como quero conhecer Bonito (MS), Porto Alegre (RS) ou Belém (PA).
Quem morou em Londres também reclama. Os horários são esdrúxulos, os metrôs são cheios de gente bêbada, as coisas são caras (muito caras, diga-se), as pessoas não são gentis.
E São Paulo? A mesma coisa. Em quatro anos eu tive duas crises de estresse. Dessas de ir parar no hospital. Sem contar os outros 5397248 surtos psicóticos, de pânico, de paranóia e de vontade de ir embora. São Paulo te fode.
No Rio de Janeiro não é nada diferente. Cidade de turista. Tá, passar uma semana lá é incrível. Andar de bondinho, pegar uma praia, tomar uma cerveja na avenida beira-mar, ver a Lagoa, o Pão de Açúcar e o Corcovado, entre outras coisas, é muito bom mesmo. Mas me diga, não é a mesma merda do que morar em SP, ou em Recife ou em Belo Horizonte?
Pra mim, é.
Porque o problema não está na cidade. Está nas pessoas.
Por fim, não gostar do Rio de Janeiro não quer dizer que eu vá tratar algum carioca mal.
E falar que o Rio de Janeiro é cheio de babacas não quer dizer que todo carioca é babaca.
E, na verdade, é tipo um ódio institucional. Como odiar a Argentina, saca? he.
Todo lugar que morarmos será cheio de defeitos e qualidades.
Não tem lugar perfeito. Há excessos ou faltas em todas as cidades do mundo, desde Ribas do Rio Pardo, no interior do Mato Grosso do Sul, até Berna, na Suíça.
Vâmo pára com esse "culto" às cidades. Nenhum lugar do mundo é tão incrível assim de se morar. De se visitar, ok, há vários. Mas pra morar, é tudo igual: ou tem cinema de menos, ou tem trânsito demais, ou tem violência demais e tem diversão de menos etc. etc. etc. eterna.
Se eu fui preconceituosa? Fui, oras, todo mundo é.
Vai falar que você não é? Todo mundo tem algum preconceito nessa vida.
Quê, vai pagar de hipócrita mesmo? "Ah, não tenho nenhum". Tem siiiim. Somos humanos. Odiamos e gostamos com facilidade. Ou tem algum buda lendo esse blogue?
E que lance é esse que precisa ter argumento pra odiar?
Pra gostar não precisa ter motivo, pra odiar precisa? Odeio de graça, oras.
Por fim, apesar de continuar não gostando do Rio, gosto dos meus amigos cariocas. Gosto da malandragem carioca. Gosto do carnaval carioca. Gosto do funk carioca. E gosto do samba carioca. E tenho dito.
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Quando me mudei para São Paulo, deixei a maioria dos meus discos em Monte Alto.
Primeiro porque eu sabia que muitos discos novos esvaziariam meus bolsos, segundo porque era anti-funcional carregá-los e terceiros que na casa da minha tia não tinha rádio. Então eu ficava com uns cinco ou seis no armário e os escutava no discman.
Depois fui morar na minha primeira república. Trouxe uns 20 discos, já que poderia usar o som da Raquel e poderia armazená-los no maleiro do guarda-roupas, em caixas de sapato fechadas com fitas grossas. Sou neurótica, oras. Cuido de discos como se fossem filhos. Na verdade hoje em dia não mais, só me preocupo em não estragar, não quebrar os dentes (como me irrita dentes quebrados!) e não riscar o CD.
Bom, mas a verdade é que desde que eu me mudei pra cá, nunca trouxe nenhum disco do Belle and Sebastian. Estão todos numa pilha separada, ao lado do meu som, em Monte Alto. E desde que mudei, parei de escutar Belle and Sebastian. Por nada. Por preguiça. Passei a ter preguiça do Belle and Sebastian. Vez ou outra eu pego algum disco do Michael pra escutar alguma música que eu estou com vontade, e só.
Daí ontem o Du me deu o Push Barman to Open Old Wounds, uma coletânea dupla com todos os singles lançados pela Jeepster, o primeiro selo deles.
É bonita, sabe? Tem um encarte gordo e uma capa bem legal.
Mas não substitui, entende? Não é a mesma coisa que uma pilha de singles que dão um trabalho danado (pensa, se você quiser escutar três discos, de quatro em quatro músicas você vai ter que levantar da cadeira)...
Aaaaaaaaaah, que preguiça de escrever.
Bái.
Ah, a propósito: o show do Los Hermanos de ontem foi bem chato. Eu achei, pelo menos.
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9.26.2005
 
Momento vaaaaaaaaaaaaaisifudêêêêê

Um vai si fudê bem apertado pro Rio de Janeiro, por César Maia, pra Rosinha Garotinho e por bando de filho duma puta que organiza o Tim Festival.
O Rio de Janeiro continua lindo, violento e lotado de babaca.
Eu desejo, com a profundidade infinita de um buraco negro, que o débil mental que teve a brilhante idéia de dividir o tim e ano-no-rio-ano-em-são-paulo, tenha um câncer no cu. Daqueles de cagar sangue toda noite.
E um câncer no meu cu também, que vou pra esta merda de cidade.
Vai rio de janeiro, pega fogo. Pega fogo com todos os seus cariocas mal-educados, imbecis e bombados dentro.
(Não, a pessoa quase não está de TPM. Quase nada.)

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9.23.2005
 
"ô, abre-alas que eu quero passar. ô abre-alas que eu quero passar!"

*Coluna nova no ar. Quem chegar por último é mulher do padre. E feio e bobo.
he.
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9.21.2005
 
Pronto. Agora estou rançosa.
Um minuto e eu fico rançosa. E raivosa.
E além de rançosa, estou com vontade de chorar.
Tipo, alguém fala um pouquinho mais alto comigo, já tenho vontade de chorar.
Não acordei rançosa, fiquei rançosa com um negócio que eu li.
Rola um ranço profundo de algumas coisas.
Vou embora pra não começar a chorar aqui no meio da redação.
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9.20.2005
 
O Processo

Entro agora em processo de desconstrução e reconstrução.
Nunca passei por isso antes.
Mas nunca mais deixarei de acreditar no meu coração, e este processo será muito importante para que eu confie ainda mais nele.
Preciso medir quanto de você está dentro de mim e quanto de mim está dentro de você.
Preciso saber quão livre eu sou ao seu lado e quão presa posso ser sem você.
Imagino que isto seja simples.
É preciso sofrer para desofrer, é preciso desamar para amar mais.
Pelo menos por enquanto.
Não estou confusa. Tenho tudo muito claro na minha cabeça.
Há luz, muita luz. Não tenho medo. E por mais que isso que eu escrevo pareça não fazer sentido, na minha cabeça tudo se ajusta.
Há coisas que o coração pede e não havemos de negar.
Meu coração pediu que eu ficasse quietinha no meu canto, que eu assista alguns filmes do Truffaut sozinha (vou aproveitar para ver a série do Antoine Doinel numa tacada só e ficar feliz); que eu leia alguns livros que eu estou me devendo; que eu escreva algumas poesias como antigamente (por mais ruins que elas sejam, elas fazem eu me conhecer melhor, fazem eu ver, do lado fora, o que está escondido aqui dentro); que eu passe a tarde de sábado deitada no tapete da sala escutando velhos discos; que eu tome um café sozinha, sentada na calçada, olhando aquele movimento tresloucado desta cidade; que eu me sinta mais; que eu dê mais atenção para os meus sentimentos e minha intuição.
Não tem nada de errado. Nem comigo nem com você. Nem com a gente. É só um processo que eu senti que precisava passar no momento.
Você é o meu little corner of the world. Você é minha fuga e meu cantinho perfeito.
Você pode não entender/saber o que está acontecendo direito, mas eu sei. E quando a gente voltar a conversar, eu te explico tudo. Eu escrevo tudo. Faço um diário sobre os dias que passei sem você. Preciso da dor agora. Preciso saber como é viver sem você. Preciso sentir saudade do seu cheiro, do seu gosto, dos seus cachos.
Não se culpe, nunca se culpe. Ninguém tem culpa. Não há nada errado para sentirmos culpa. É somente um processo. E espero que deste processo eu saia melhor.
Não só melhor para o mundo, melhor para você.
E não fique triste. Amor é coisa que não acaba. Se transforma. "Há de suportar as larvas para ver as borboletas". Talvez seja isso. Eu só quero mais borboletas.

*Você É a configuração básica do meu coração, babe.
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9.19.2005
 
My little corner of the world

Come along with me
to my little corner of the world
Dream a little dream
in my little corner of the world
You'll soon forget
that there's any other place
Tonight, my love, we'll share a sweet embrace
And if you care to stay in my little corner of the world
We could hide away in my little corner of the world
I always knew that I'd find someone like you
So welcome to my little corner of the world
And if you care to stay in our little corner of the world
We could hide away in our little corner of the world
We always knew that we'd find someone like you
So welcome to our little corner of the world


As coisas mudam, né?
As pessoas casam, mudam de cidade, têm filhos, viram carrancudas, viram alegres, compram carro novo, resolvem andar de ônibus, cansam, descansam.
A vida é estranha.
Acordei com vontade de ir embora. Quero ir embora. Para um cantinho do mundo. Que eu não acorde com a parede do vizinho sendo martelada.
Ou com uma britadeira sob minha janela. Ou com humanos.
Eu detesto esses surtos.
Detesto acordar surtada. Acordei surtada. Mal humorada. Bicuda.
Ah, sou covarde toda vida. é covardia que não acaba mais.
Se eu fosse macha como eu gostaria de ser, já teria ido embora daqui há tempos.
Não quero ir ao cinema, nem nas merdas de show de róque, nem nada. Quero sentar na orla dum mar, ou dum rio, descalça, e tomar vento na cara. E quero ficar escutando bossa nova, jazz, música clássica e samba sem nem saber o que está tocando.
Quero ir embora. É, é, eu sei viver sem esta merda de cidade.
Acho que isso tudo faz parte do processo de "ignorantização". Agora tô nessa de virar ignorante.
Esta cidade é um lixo, saca? Qualquer um que pisa aqui, percebe isso na hora.
Não dá mais. Sem contar que SP está potencializando meu instinto assassino.
Uma mina passou no ponto de ônibus hoje e jogo um copo de plástico com uns dois dedos de "suco" no chão.
Olha, tô com pressão baixa hoje. Tô mole que só (além de chata, sou velha. Tenho uns 75 anos). Se eu estivesse um pouco mais "viva", teria catado o copo do chão e enfiado na cabeça da menina. Juro.
Então gostaria de avisar aos meus (amigos, parentes, namorado, gato, roomates, conhecidos) que não ande mais comigo na rua. Porque eu vou começar a agredir as pessoas. Verbal e fisicamente.
Cansei, filho. "Uma vida de fúria" daqui pra frente.
Ou eu mudo pra Minas e como doce de leite até virar uma obesa mórbida e morrer afogada pelos meus próprios seios.
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9.16.2005
 
E se for verdade...

...que além de Sonic Youth vai ter Flaming Lips no Claro que é Rock?
A mão do Lúcio coçou, mas ele não falou.
Senhores, rezem. Rezem, porque se for FL eu vou ter um ataque cardíaco.
E reza a lenda que vai ter Iggy Pop também. Lust for life, beibe...
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- Por que você faz isso consigo? Agora não passa de um pedaço de carne jogado na cadeira.
- É o Sufjan, meu deus, o Sufjan, ele está me deixando louca. Pã-pã-pã, consegue sentir?
- Você sabe que não é o Sufjan. Você não passa de uma junkie. Junkie psicológica, além do mais.
- Cala a boca. Sou mesmo. Calaboooooca. Tira essa música.
- Casou com o Seth Cohen? Agora fica aí, abraçando essa foto do Seth Cohen. Volta pra mim.
- Oi?
- vol...ta...pra...mim.
- Hein?
- Nada. Seu pai não passa de um bêbado. E você não passa de uma viciada.
- Em quê, diga agora. Em nicotina? Em THC? Em chocolate? Em sexo? Em palavrão?
- Você é uma viciada na sua projeção de viciada. Você é uma chata.
- E quadrada. E fascista. Sai daquiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Eu vou te mataaaaaaar.
- OK. Mas mesmo me matando você não vai deixar de ser uma viciada.
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9.14.2005
 
Você já assistiu o vídeo novo do Devendra Banhart?
O cara é doido demais. E genial. E freak-delicinha, falaê? Ah, eu pegaria o Devendra.
O cara acha que está na Califórnia e que o ano é 68.
E se você clicar aqui, você escuta (em streaming) o sampler de quatro faixas do disco novo, o gracioso "Cripple Crow", que sai só no dia 19. E a capa é linda. Simples assim: linda.
Aproveita e dá uma passeada no site da XL, que tem clipes da M.I.A.(tipo Bucky Done Gun é foda!), do Dizzee Rascal e um fudido do Willowz dirigido pelo Michel Gondry.
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9.13.2005
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Configurações básicas: ativar

Capítulo I

Como o excelentíssimo leitor (estou assistindo muito a CPI) deve ter percebido, entrei, há algum tempo, no lance das Configurações Básicas do Coração. Comecei a remexer velharias, joguei algumas coisas fora, instalei alguns softwares de apoio, baixei antivírus e anti-spyware eficientes.
Nesta fuçada, tropecei em feridas que ainda ainda não fecharam e encontrei cicatrizes de coisas que estão bem resolvidas dentro de mim.
Desenterrei pessoas que nunca deveria ter enterrado e encontrei assombrações que nunca deveriam ter saído do calabouço.
Foi doloroso e bonito. A dor pode ser, sim, uma coisa bonita. Ah, junto com o software "Configurações Básicas do Coração" (que aqui chamaremos CBC), vem um par de óculos cor-de-rosa, pra você ver o mundo com ternura. Ou com otimismo.
Encontrei, dentro do ventrículo esquerdo, uma pessoa entupindo um canal inteiro. Daniel Costa Mello. O meu melhor amigo de décadas (dizaê, faz 18 anos que eu o conheço. E há 10 ele virou meu melhor amigo). Mandei um e-mail falando que ele tinha que vir embora pra SP (não, não, não, daqui eu não saio. Ele tem que vir pra cá). A gente mal se fala, e isso é horroroso. O Zé Galinha, o Cassius e o Michael eu vejo/converso sempre, o que significa que eles têm morada confortável no órgão pulsante.
Mas o Daniel? Pô, o Daniel me dava "pedala" todo dia. Nem dava tempo de eu desanimar. O Daniel me entupia de informações inúteis que hoje eu vejo que não eram tão inúteis assim. O Daniel era tipo um pai-irmão-melhor-amigo. Sinto falta, muita falta dele. E então entrei na campanha de juntar eu e o dani de novo.
E ele foi salvo pelas CBC. Quem será o próximo?

Acompanhe a odisséia "CB: ativar" e saiba o que são as CBC.
(Tática do "próximo capítulo". Assim o leitor sempre volta!)


* * *
Nossa gatinha já tem nome: M.I.A.
E não é Maya, não. É Mia mesmo.
Tava rolando MIA lá em casa ontem e nossa gata é tigrona, sabe?
Daí o cérebro do ser humano aqui fez aquela relação esdrúxula:
Tigrona - funkeira - gato mia - MIA.
A gente deu banho nela ontem. Como tava frio, enrolei-a no cobertor e ela dormiu ali dentro até ficar bem sequinha.
ôôôô, ela ficou muito macia. Muito fofa. Ela é linda, sabe? Meiga, faz caretinha quando a gente coça a barriga dela, vem deitar no nosso colo, segue a gente até no banheiro.
Mas ela ainda não aprendeu a fazer cocô fora do tanque de lavar roupa.

* * *
Quer saber o que a gente foi fazer no puteiro?
Clicaqui, beibe.
Anaí poderia ter descrito o smegma do Emmanuelle, que estava impregnado em cada azulejo da casa, o som modernoso do Maison, que mandou ver no U2, Metallica, Nirvana e Pink Floyd e o carvão das meretrizes na porta de uma das casas. Chamaram a gente de donzela, foi isso?
Prostíbulos são lugares muito divertidos. Fiquei assistindo um filme pornô caseiro, antes de desviar minha atenção para a moçoila que insistia em se esfregar no rapaz bem do nosso lado. Foi engraçado, mas acabamos todos com dor-de-cabeça.
Here´s to shutting up:
9.12.2005
 
Cenas dos próximos capítulos:
- Anaí, Kátia e Michael desbravam os puteiros da Augusta em busca de diversão.
- Anaí, Kátia e Michael encontram um gato na rua e resolvem adotá-lo.
Não mude de canal. Voltamos já com mais novidades.
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9.9.2005
 
"Canto somente o que não pode mais se calar. Em outras palavras, sou muito romântico"

Sou muito romântica, confesso. Percebi isso hoje.
E desejo, profundamente, que morram de inveja os que não são.
Romantizo cada milímetro da minha vida. E cada lugar. E cada pessoa.
Tenho um amigo que sabe o tamanho do meu ego. Um amigo que conhece as dimensões do seu ego pode ser considerado um grande amigo.
Romantizo até o tamanho do meu ego. E não me julgue mal. Somos todos egocêntricos. Admita. Poderia dizer até que quem admite ser egocêntrico está um patamar acima dos que não admitem. É feio fingir que você se doa e se presta sem nunca pensar em si. Aliás, não passa de um fingimento para você mesmo.
Falei hoje sobre as pessoas que moram/moraram comigo. Eu caso com elas. Morar junto é como um casamento. Só não rola sexo e beijo na boca, porque do resto...divide-se o sabonete, os pratos, a cama, os segredos, as contas, a vida.
Eu eu romantizo essas pessoas.
Romantizo o filme antes de vê-lo. Romantizo o disco antes de escutá-lo. E depois que vejo e escuto, se gosto, procuro elementos que dêem embasamento para o romance.
Passei um tempo sem romancear as coisas. Foi uma época ruim. Não pelo fato de nada estar romântico, mas pelo fato de a vida estar tão afogada, que não havia nada para torná-la romântica.
Mas agora eu voltei a ser romântica. Falo somente o que não pode mais se calar. O que já está transcendendo o limite dos sonhos e dos desejos. Ou o limite da fúria.
Mas enquanto eu puder guardar meus pensamentos para mim, eu os guardo.
E há uma época da vida que palavras não bastam para te livrar da angústia. Como agora. Não basta que eu fale como eu me sinto, eu preciso recorrer a outros elementos que me tire as idéias do limbo.
E romancear a vida é uma fuga. Romanceio meu debut no samba. Um dia eu vou cair no samba. E nunca mais vou voltar.
Here´s to shutting up:
9.8.2005
Here´s to shutting up:
9.7.2005
 
fodeu

A Anaí trouxe um playstation pra casa.
Agora a gente fica jogando o dia inteiro.
A gente basicamente toma café, fuma e joga playstation.
Videogame é um vício maldito, jesus!
E o feriado, hein? Sáporra num funciona!
Também, vou no cinema e pro bar. Cansei de segurar um console. he.
Tipo, avisa todo mundo que não está conseguindo entrar no blogue que, pra dar certo, tem que entrar no www.rockthistown.blogger.com.br/index.html

Here´s to shutting up:
9.6.2005
 
"after the glow, the scene, the stage, the set
talk becomes slow but there's one thing i'll never forget:
hey, you gotta pay your dues before you pay the rent.
over the turnstile turn out in the traffic
there's ways of living it's the way i'm living
right or wrong, it's all that i can do,
and i wouldn't want to let you be

i wanna a range life, if i could settle down,
if i could settle down, then i would settle down

run from the pigs, the fuzz, the cops, the heat
pass me your gloves, there's crime and it's never complete
until you snort it up or shoot it down
you're never gonna feel free
out on my skateboard the night is just hummin'
and the gum smacks are the pulse i'll follow if my walkman fades
but i've got absolutely no one, no one but myself to blame

don't worry- we're in no hurry
school's out, what did you expect?

i wanna a range life, if i could settle down,
if i could settle down, then i would settle down

out on tour with the smashing pumpkins
nature kids, i/they don't have no function
i don't understand what they mean
and i could really give a fuck.
the stone temple pilots,
they're elegant bachelors
they're foxy to me are they foxy to you?
i will agree they deserve absolutely nothing
nothing more than me

dreamin' dream dream dream..."

I wannaaaaaaa a RANGEEEEEEEEEE LIFEEEEEE.
Definitvamente.
Here´s to shutting up:
9.5.2005
 
Báááh, velho, que menina braba que escreve aqui!
Bááá, tá louco!
Depois eu conto como foi em Minas. Só falo uma coisa: TUTUDIFEJÃO!
Minas é o futuro (é o futuro do pretérito, ué? Não deixa de ser futuro!)
Meu, a mineirada é muito gente boa. E aquele sotaque? Adóuro "mineirês". É bom dimais, uai!
Quero ir embora prá Minas. Lá pu mei di minas.
Sabe, eu lembrava daquele música do Pato Fu (não lembro o nome) cada vez que a gente pegava a estrada de terra (tinha que ver: as folhas cobertas de poeira, de dias e dias que não chovia de acordo naquele terra, uma pena só): "Nóis mora aqui no poerão. Nóis mora aqui no poerão. Existe todo dia, uma hora da noite, em que um trem no meu peito me diz: a água um dia vai cair. Lá do céu. Molhadin. E aqui vai virar um lamão!"
Haha. Minas é foda.

Here´s to shutting up:
9.1.2005
 
Estou com uma azia dos infernos.
Já fechei todas as matérias que eu precisava que fossem fechadas para ir para Minas amanhã comer tutu e fazer outra matéria de uma lauda.
Matérias de uma lauda são ridículas.
Desculpe, universo, ri-dí-cu-las.
Penso que eu não queria te amar, mas eu não tenho muita escolha.
A gente ama de graça, né?
E por que cargas d'água a gente não pode odiar de graça?
Eu odeio odeio odeio muito e muita coisa.
Deixa eu, capeta!
Sai e me deixa odiar em paz.
Amo odiar, me deixa amar meu ódio.
O ódio é meu, a azia é minha, o problema é meu, a dor de cabeça é minha, a tensão nos ombros é minha, MEU CU, eu faço o que eu quero.
Odeio uma menina, saca? Odeio tudo que ela faz, o jeito que ela fala, a maneira como ela se comporta, os assuntos que ela arruma, tudo.
E o que a Kátia faz quando odeia alguma coisa? Deseja a morte!!! Ah, novidade MEU CU de novo neste sensacional blogue hoje.
Sou egoísta pá caralho. Me deixa com o meu egoísmo e meu ódio em paz.
Não gostou, reclama no PROCOM, babaca. Defeito de fabricação, nasci pra gritar FODA-SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.
FODA-SE, PORRA. CHUPA MINHA PICA, PORRA.
SAI DAQUI, PORRA. MORREEEEEEEE, PORRA.
Ah, coloca a mão na boca e faz cara de santa assustada, macaca. Detesto essa gente que se assuta com o meu comportamento.
Que faz cara de nojinho quando falo "vou ali dar uma cagada e já volto". Falo mesmo.
Vem fazer cara de nojinho, vem?
Daqui pra frente é assim: fez cara de nojinho, colocou a mão na boca de indignação, falou alguma frase indigesta?
Vou mandar se fuder na hora.
Não sei porque eu tô falando isso aqui. As pessoas que eu odeio não lêem esse blogue.
MEU CUUUUUUUUUUU.
Here´s to shutting up:

 

 
   
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