10.16.2005
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10.14.2005
O fundo de tela preto do windows faz com que meu monitor se transforme em um espelho. Eu me olho e estou descabelada, com os olhos inchados, pálpebras pesadas, me fazendo parecer uma bêbada em estado terminal. Isso só me deixa pior.
Me sinto impotente e sozinha. Mais sozinha do que impotente. E não é um ESTAR sozinha, pois no presente momento me sinto na trincheira de pior guerra militar deste país. É um SER sozinha. É tipo uma coisa que eu não vou conseguir explicar, porque eu não sei explicar muitas coisas que acontecem dentro de mim.
Não estou com vontade enfrentar a humanidade. Não estou com vontade de trabalhar. Não estou com vontade de levantar da cama. Não estou com vontade de dormir. Não estou com vontade de comer. Nem de nada. Vontade de morrer, sim. Desintegrar, desaparecer, sumir.
Parece que eu nado, nado, nado e não chego na beira. Sabe, meus braços estão pesados e eu estou muito cansada e sem ar, fiz muita força e bati muito os braços e não vou conseguir me salvar. Estou me sentindo uma merda. Parece que tudo isso não leva a lugar nenhum. Qual é a finalidade de trabalhar? Comer? Poder ir pro bar e encher a cara? Comprar uma merda de uma calça nova? Mas por quanto você está se vendendo? Quanto vale a merda do meu cérebro? 500 reais por mês? Você suporta a vadia que senta do seu lado e é chata pra burro por 500 reais, na boa? E aí, como você está vivendo com 500 reais por mês? E não pense que papaizinho bota dinheirinho na conta, não. Mas isso é ilustrativo. Dinheiro não é problema, é solução. Tem muita coisa acontecendo. Muita mesmo. Vamos dar mais um exemplo. Estamos a exatamente um mês da entrega do TCC, certo?
Daí a idiota aqui corre atrás da capa, corre atrás do entrevistão, corre atrás do fotógrafo, corre atrás de tudo, porque a idiota aqui não quer passar mais um ano naquela instituição de merda e porque a idiota aqui não tem dinheiro para fazer o quarto ano de novo.
Daí a idiota aqui consegue uma entrevista com o Pato Fu, porque a idiota aqui acha o Pato Fu uma das bandas de pop/rock mais legais do país. E o Pato Fu pode ser capa, caso o Arcade Fire não responda nossas perguntas.
Daí a idiota aqui manda um e-mail pros imbecis filhos de uma puta baranguenta do grupo de TCC e ninguém responde o e-mail. NINGUÉM RESPONDE UM E-MAIL SOBRE UMA ENTREVISTA QUE SERÁ FEITA AMANHÃ. Por que? Porque tá todo mundo montado na idiota aqui. Todo mundo sabe que a Kátia se desespera por todos, pelo tcc, pela qualidade desta merda, que a Kátia corre atrás, que a Kátia pira com os assessores de imprensa. Então deixa a Kátia tomar pau no cu sozinha.
Tô cansada. Eu tô muito cansada de tudo, não é só dessas cosias que eu falei. Tô cansada de viver em sociedade.
O ser humano é podre. O ser humano é um monte de merda moldada pela mão do diabo. Porque tudo pode vir de Deus, mas o homem é coisa do diabo.
E quer saber? Foda-se. Foda-se tudo.
Foda-se você e sua futilidade, foda-se você e suas malditas drogas, foda-se você e seu affair COOOOOOL do inferno, foda-se você e sua coleção de discos, foda-se você e seus jantares, foda-se você e seus cremes de cabelo, foda-se você e seus livros beatniks de merda, foda-se você e seus desenhos, foda-se tudo.
Foda-se. Foda-se.
É isso. Simples assim. Foda-se.
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10.13.2005
Tem dias em que a noite é foda
(By Júnior Zago)
Os dias têm sido esdrúxulos. Surreais, seria a palavra mais adequada.
Pois ontem foi o ápice. Acordei por volta do meio-dia e fui com o Eduardo comer sanduíche de mortadela no mercadão. Mandei ver num de lombo com provolone e num de mortadela com tomate seco e mussarela de búfala.
Muitos sucos, frutas e amendoins depois, fui pra casa, tirei um cochilo, acordei, tomei mais suco e fui com a Anaí e o Manguinha pro festival Live'n'louder. Chegamos no show do Shaman. Muitos lml depois, entra o Nightwish, que quase virou Nightmare. Por fim, Scorpions. Que toca as mesmas músicas desde a década de 80.
Saímos do show e fomos para casa. Com fome, Anaí sugere um sanduíche rápido na rua. Fomos parar no Ibortirama, aquele bar que os garçons olham pra gente e sabem que vamos fechar o bar com eles.
Após a última mordida no meu x-maionese, chega um rapaz com um tambor, pede licença, bota o tambor no chão, senta e faz graça. Era um sambista.
Demos trela. Lógico, eu dou trela para qualquer um que chegue perto. Mendigo, bêbado, sambista, hippie, professor de inglês pedindo esmola às 2 da manhã, moleque que vende bala no ônibus, jornalista, enfim.
Daí eu falei de uns sambistas que eu curtia e o cara ficou louco. Achou que eu era a mulher da vida dele. E começou a falar umas bobagens do tipo "o sambista da quebrada que se apaixonou pela burguesa blá blá blá". (Burguesa, hein? Hum, quanta burguesia acumulada num ser humano que se embriaga num boteco na augusta!). Deu trabalho. Logo, todos os amigos dele estavam a nossa volta, falando ao mesmo tempo e dando mais trabalho ainda. Resolveram ir embora, mas o sambista maluco queria dormir em casa. Ele se convidou e eu desconvidei. Ele ainda insistiu. Quase mandei ele à merda.
Daí ele foi embora. Mas, de presente, deixou o amigo bêbado, que sentou com a gente. Pelo menos trouxe uma cerveja. Ele estava tão bêbado, que falava e cuspia e enrolava a língua e olhava pro gato e pro peixe ao mesmo tempo. Aff.
Minutos depois, descem duas putas de um carro com dois mauricinhos e exclamam "até nunca mais". E vão berrar com o cafetão delas.
Mais alguns minutos, chega um rapaz pedindo dinheiro para comprar leite para os filhos. E queria que a Anaí fosse com ele até o "lugar" que vendia.
resolvemos ir embora, porque tudo estava muito surreal.
Como disse um amigo meu, "Você sendo xavecada por um pagodeiro folgado num bar da Augusta depois de ver um show dos Scorpions....Se me perguntassem o que eu achava que NUNCA ia acontecer, essa situação estaria num top 10".
Eu também achava essa situação impossível. Mas o Buñuel way of life tomou conta, fazê o quê, né?
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10.10.2005
Nestes dias eu fico indefesa como um filhotinho perdido. Eu olho as pessoas com medo das suas garras e tenho vontade de matá-las todas de amargura e melancolia. Eu olho principalmente para você com ímpetos de dizer "me machuca de uma vez que assim eu posso te odiar". Eu sonho inventando histórias que me dão punhaladas no coração. Eu acordo sentindo os punhais e te odeio, te odeio por eles. Eu vejo o quanto somos distantes, eu e você e todos os outros. Eu não quero mais do que ter um emprego idiota e passar o resto do dia fazendo as unhas e ouvindo música ruim. Quero sufocar o que me faz gente. Nestes dias, eu fico desamparada e sem máscaras. E por isso me sinto um bicho feito de ódio e fome e carência.
Para que o romantismo se ele é puro fingimento? Para que os arroubos cheios de significados se o eco, a comunicação, a comunhão é impossível? Para que a ânsia por compartilhar? ¿ se o espírito é egoísta e nunca muda, nunca muda.
O espírito é hipócrita e serve só para ser sozinho, suportar sacrifícios e fazer caridade. O espírito é arrogante demais para receber amor. O espírito se recusa a receber a compaixão de que precisa.
Me perdoa, companheiro. Mas eu vou ser sempre amiga do ódio.
(Do blog da Didi. Muito obrigada, lindinha, por dizer antes tudo o que estava engasgado aqui dentro.)
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Então, me deu vontade de falar umas coisas.
Eu e a Anaí entramos no "flow eterno de uma mente sem lembranças" ontem. Por volta das 5:00 da tarde, quando conseguimos encontrar paz de espírito e silêncio ambiente, começamos a falar várias coisas, primeiro da minha mãe (era aniversário dela ontem e eu adoro falar da minha mãe. Tipo, falar da minha mãe me faz um bem danado), depois dos ex-namorados, depois das brigas idiotas, depois de um monte de coisas e a conversa só terminou umas 5:00 da manhã.
Daí a gente falou de ranço e de quanto tempo um ranço pode demorar a desaparecer. E eu falei de uma pessoa que não conversa mais comigo e lembrei de várias coisas e senti que não havia mais ranço nenhum. E não só isso, havia até ternura.
Depois eu li uma coisa que essa pessoa escreveu (ah, o mundo dos jornalistas!) e fiquei toda terna. "Olha como ele foi fofo".
Engraçado. O mundo sempre quebra nossas pernas.
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duasfrases.doc
A Mia foi embora, a Aurora morreu e eu mesma não venho me sentindo muito bem.
* * *
"que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda" (Paulo Leminski)
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10.7.2005
Como naquela canção dos Beatles, estou sentada num jardim inglês esperando pelo sol.
Queria escrever alguma coisa aqui, mas não sei bem o que.
Na verdade eu sei, mas eu não quero falar sobre isso.
Por que eu nunca consigo falar as coisas que eu quero falar, ou que simplesmente PRECISO falar para acabar com a angústia que aquilo me causa?
Eu não CONSIGO falar. E não sou só tímida, sou medrosa.
Sou um ser humano medíocre e exercito minha mediocridade.
Exercito minha infantilidade, minha timidez, meus pânicos mais do que exercito minha alegria, meu deboche e meu sarcasmo.
Às vezes associo deboche e sarcasmo com maldade, mas talvez eu esteja errada.
Não gosto de gente que é sarcástica com as coisas que eu falo. Não quero que as pessoas venham me humilhar, venham rir de alguma coisa que não tem graça pelo simples prazer de encher o saco.
Bom, esse é outro âmbito, outro departamento, que eu prefiro chamar de "traumas de infância". Tenho uns seis mil traumas de infância.
Nenhum que me tire da vida social de um ser humano normal, mas às vezes atrapalha bem.
Queria contar, por exemplo, que outro dia a Anaí chegou triste em casa por causa de pica e a gente foi no vizinho pedir um punhadinho de maconha, pra alegrar um pouco a noite. Daí o vizinho gordito chamado Estevam foi super simpático, afagou a Mia e deu um punhado considerável de maconha pra gente ficar consideravelmente feliz.
Não curto repressão, saca? Não me reprima, nunca me reprima, porque eu explodo com muita facilidade sob repressão.
Me deixa aspirar minha dose de THC em paz. Não compro, não tenho na geladeira, não fumo cinco baseados por dia, não sou uma viciada. eu só curto fumar um baseado de vez em quando, porque eu curto a ondinha da macoha. Porque eu gosto, não dá ressaca, não estraga meu fígado, não entope meu coração...enfim, fumar um baseado deve fazer menos mal do que passar a tarde num churrasco comendo gordura e tomando cerveja.
Bom, recapitulando, eu não fico enchendo o saco de ninguém, saca? "Fazê o moralistazinho classe média nunca me impressionou. Acho cafona". (Valeu caxabaxa!)
Acho chato moralismo. O moralismo não moraliza, saca? Se o intuito de um moralista é moralizar, o último recurso que ele deveria usar é a moralização barata.
Mesmo porque moral é um lance de cada um. O seu pode não servir para o outro, então porque você quer repassar sua moral? Guarda aí sua moral. Enfia no cu, se quiser.
Mas eu não sei porque eu tô falando isso. Eu tô cansada. De novo. Vou me afogar no thc que eu ganho mais.
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10.5.2005
Daê. Olha o Oga com o Manada na capa do TramaVirtual.
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Chico Bacon :: by Caco Galhardo
Meu, Chico Bacon é um dos melhores personagens que surgiu nos últimos anos.
Ele, Deus (do Laerte) e a Flint (do Fernando Gonsales) me fazem passar mal. Simples assim, passo mal.
Mais um, vai, mais um:
aaaah, que foda!
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10.4.2005
Eu odeio o universo.
ODEIO O UNIVERSO!
ODEIOOOOOO.
Odeio, odeio, odeio.
Odeio com ódio mortal.
Odeio o Paulo Coelho e o universo.
ODEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIO.
odeio, odeio.
Porra, bixo, eu acordei super bem humorada e ninguém me dá atenção.
Ninguém me liga, ninguém me manda e-mail, ninguém responde meus e-mails, ninguém comenta no meu blog, ninguém me deixa um scrap nem nada.
Liguei para três pessoas hoje. AS TRÊS ME DERAM A MESMA RESPOSTA: "dá pra ligar depois que agora eu tô ocupado?"
As duas pessoas que eu preciso entrevistar não atendem o celular.
Foda-se o mundo inteiro.
O negócio é ser mal humorada mesmo e pau no cu do resto.
Fiz até uma tirinha sobre o dia feliz e não vou postar aqui porque a humanidade não merece saber que eu tô feliz.
Eu acordo feliz uma vez por ano e ninguém me dá atenção?
Pelamordedeus, eu preciso de atenção.
Bom, bom, pelo menos uma coisa boa tinha que acontecer nesta merda: o Rui Mendes topou ceder as fotos do samba pro meu TCC. Assim, de graça. Rui Mendes no meu TCC. A foooooooder.
Valeu, Brasil.
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Here comes the sun
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Little darlin' it's been a long cold lonely winter
Little darlin' it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
Little darlin' the smiles returning to their faces
Little darlin' it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
And I say it's all right
(George Harrison, 1969)
Good day sunshine
Good day sunshine
Good day sunshine
I need to laugh, and when the sun is out
I've got something I can laugh about
I feel good, in a special way
I'm in love and it's a sunny day
Good day sunshine
Good day sunshine
Good day sunshine
We take a walk, the sun is shining down
Burns my feet as they touch the ground
Good day sunshine
(Lennon/Macca, 1966)
Quando faz sol tudo muda.
O despertador não precisa tocar duas vezes: eu levanto na primeira chamada.
E eu acordo extremamente bem humorada, por mais tepeêmica que eu esteja.
Descabelada, com vontade ir ao banheiro, tropeçando e fazendo piadas pela casa.
E então eu tenho vontade de abraçar as pessoas na rua, conversar com gente no ônibus, dar risada dos outros etc.
E eu fico com um sorriso bobo estampado no rosto, como se minhas bochechas estivessem presas nas orelhas.
E eu gosto de limpar o suor da testa com as costas da mão, gosto de lavar a mão depois, sentir a água gelada batendo nos dedos e nos punhos.
Gosto de pensar que eu sou uma planta que está louca para realizar uma fotossíntese.
E gosto de colocar saias, saias são geniais. É tipo um pedaço de pano que esconde tudo mas não segura nada. É como se eu estivesse andando pelada por aí, porque as minha saias são largas e compridas e eu não preciso me preocupar se tem algum pedaço do meu corpo aparecendo, fora as batatas gordinhas. Que, diga-se, não têm celulite, graças a deus. Era o que faltava, néam?
Eu gosto muito do calor. Eu gosto do sol. O sol derrete o gelo que se forma no peito durante o inverno.
Por isso que esse povo nórdico é seco e frio: porque não tem sol o suficiente para derreter o gelo dos corações deles.
êêê, sun, sun, sun, little darling!
* * *
Sábado eu ganhei um ursinho carinhoso da minha madrinha. Lembra aqueles que eram feitos pela Estrela (tipo infância fudida este site!) na década de 80? Uns pequenos, de plástico? Então, a Estrela voltou a fabricar. Eu não sei quanto tempo faz, mas tem pra vender por aí. Não em todo lugar, porque eu não achei no shopping Iguatemi, mas eu sei que n'A Miniatura do shopping Ibirapuera tem. Aaaaaaaah, cuti-cuti:
(Em homenagem ao sol, sol, sol)
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10.3.2005
Lindonéia
Na frente do espelho
Sem que ninguém a visse
Miss
Linda, feia
Lindonéia desaparecida
Despedaçados
Atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando
Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor
Lindonéia, cor parda
Fruta na feira
Lindonéia solteira
Lindonéia, domingo
Segunda-feira
Lindonéia desaparecida
Na igreja, no andor
Lindonéia desaparecida
Na preguiça, no progresso
Lindonéia desaparecida
Nas paradas de sucesso
Ah, meu amor
A solidão vai me matar de dor
No avesso do espelho
Mas desaparecida
Ela aparece na fotografia
Do outro lado da vida
Despedaçados, atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando
Oh, meu amor
A solidão vai me matar de dor
Vai me matar
Vai me matar de dor
(caetano e gil, 1968)
Me deixa ser a sua Lindonéia?
Me encontre e me deixe ser a sua Lindonéia?
Me deixa ser a sua Miss feia?
Esqueça a Rosa, a Beatriz, o preço da gasolina e o prefeito desgraçado desta cidade.
Leve a sua Lindonéia para passear.
(Então Lindonéia leva a mão ao peito. Sua garganta se fecha em nó, como se um facão atravessasse sua traquéia. Como se sua respiração tropicasse, o ar entra cambaleando nos pulmões.)
Oh, a solidão, meu amor...sangrando.
Não coloque rock, por favor. Lindonéia gosta mesmo é de MPB. Agora ela só quer saber da MPB, do samba e da música cantada em português.
Engraçado que Lindonéia combina com canções em língua pátria.
Lindonéia atropelada. Cachorros mortos nas ruas. Policiais nem vigiam.
Não é Macabéa, é Lindonéia.
Pouco importa. Ela está morta mesmo.
E o pior é que você nem consegue ver.
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