abre los ojos
 

 
Não se demore: fechar os olhos para si pode custar caro.
 
 
   
 
9.3.06
 
Acabou a novelinha.
Pra me ler, espera meu próximo livro.
Vou voltar pro diário de papel com cadeado.
Agora, só aqui.
Tchau.
Here´s to shutting up:
8.3.06
 
Andava meio triste, mas, de farra, comecei a fazer tirinhas.
Depois eu mostro pra vocês.
Agora eu sou feliz de novo. Só falta eu aprender a desenhar.
Num esquece a tirindie, Du.
Here´s to shutting up:
 
Depois de passar um milhão de horas no cinema (tá, Brokeback é legao, eu chorei e tudo), rodar um bairro inteiro atrás da casa do Six (e não encontrar, porque eu e Palugas somos incompetentes mesmo! haha), parto pra comer um black dog. Fomos acometidos por um cheiro insuportável de cigarro de galeto (tipo aquelas merdas de cravo, cigarro doce, cigarro de menininha de 13 anos!) segundos antes do Palugas ver que o Paulinho Vilhena tava do nosso lado.
Adivinha de quem era o cigarro?
Tcha-rãm.
A gente ia convidar ele pra fumar crack com o Kasabian, mas nem isso ele merece.
Eu realmente não me importo com a sua existência, Paulinho Vilhena.
Mas se minha lomo tivesse na mochila, dizaê, palugas, a gente ia detonar. haha.
Here´s to shutting up:
7.3.06
 
Meus olhos ardem como se não quisessem ficar abertos.
Não é sono, não é virose.
É ardido do fundo da alma.
Meu pescoço está duro. Não viro a cabeça nem para um lado nem para outro. Dói tudo.
Estou com raiva de mim mesma. Estou com raiva dessa tristeza que veio sei lá de onde e vai passar sei lá quando.
E quando na verdade eu só queria que você visse que eu estou nesse azudume e me tiresse daqui um pouco.
Mas nem você parece suportar isso.
Sabe, quando fico assim, triste demais, tenho vontade de deixar de falar com você.
Ai, te esquecer, porque você não pode me ajudar.
Tenho vontade de te dar um nó como se faz com uma corda e te jogar ao mar.
Eu fico aqui me sentindo pequena e insiguinificante esperando alguém me falar que não, o mundo não é nada disso que me bota medo.
Então eu deito na cama e parece que eu rezo pra ninguém do outro lado me escutar.
E essa vontade, essa vontade de ter um botãozinho e me desligar. Que vontade enorme, incontrolável.
Eu juro que eu sou uma pessoa que enxerga as coisas fácil.
Eu sei que se você segurar minha mão e me levar pra passear no parque eu vou ficar feliz.
E se você fizer isso, eu prometo que não vou embora pra Itália no final do ano.
Considere que eu esqueci de crescer. Eu vou ser criança por uma eternidade e meia.
Eu troco torta de palmito por bolo de chocolate, eu troco um um mês de férias por um fim de semana na praia.
Tira esse cheiro de morte que vem de dentro de mim. Me dá um bombom de cereja ou uma garrafa de cerveja e me deixa rir do mundo um pouco.
Às vezes eu não sou uma boa companhia pra mim mesma.
Here´s to shutting up:
6.3.06
 
desabafo (porque eu ando precisando falar)

Eu odeio muito tudo e todos as pessoas ligadas a esse negócio, eu odeio cada nome que aparece lá, cada desenho, cada ser humano envolvido nisso.
Odeio tanto que deve até me fazer mal.
Mas, olha, engraçado, como eu sei que um dia tudo isso vai passar?
Talvez eu tenha certeza demais que vou sumir.
Affffff, sai, exu.
Here´s to shutting up:
3.3.06
 
A quantas anda o idiota?

Em tardes de ócio, visito todos os blogs linkados aqui ao lado.
Mas há um que foi deletado desta lista e, por obra do destino, estava linkado no blog de uma amiga.
Entrei. Entrei por curiosidade de ver a quantas anda o idiota.
Um idiota nunca vai conseguir deixar de ser um idiota, por mais que ele consiga convencer uma legião de outros idiotas de que ele é legal.
Um idiota sempre se relaciona com idiotas. Pouquíssimas vezes você vê um idiota acompanhado de alguém (realmente) legal.
Dependendo do idiota, ele consegue influenciar algumas pessoas. Mas a conseqüência de ser influenciado por um idiota é desastrosa.
O idiota só engana as pessoas uma vez. Depois elas não voltam mais para saber de suas teorias. Todas idiotas, claro.
O mundo está lotado de idiotas. Mas alguns são ainda piores que os outros.
Tem idiota que acha que sabe mais do que todos os outros. E quando não lhe dão trela, se acha injustiçado ou incompreendido.
Idiotas costumam ser bundões. Mas não são um pouco bundões. São completamente bundões. São bundões maçiços. São tão bundões que chega a causar asco.
Há os idiotas nerds. Idiotas nerds se orgulham de terem levado bolada de papel cuspido na escola e hoje terem um diploma na parede e uma teoria a mais de Sartre do que os malandrões do colégio para se vingar.
O idiota respeita as regras, as leis católicas, as leis do estado, as leis de trânsito, pagam impostos, nunca burlam nem o troco do cafézinho e nunca, nunca nesta vida se permitem um momento de prazer que ultrapasse uma piada idiota porque ele acha que é certo fazer isso, que as leis existem para serem respeitadas e que se você fizer alguma coisa errada, isso recairá sobre você em forma de maldição. Ah, esqueci que já tinha falado: idiotas são bundões.
O idiota costuma tratar todos os outros como idiotas. Porque ele acha que o problema está nas pessoas, não nele.
Enfim, o idiota não faz mais parte da minha vida. Mas, como um bom idiota, ele serve de exemplo sobre outros idiotas que aparecerão na minha vida.
Here´s to shutting up:
2.3.06
 
Então acabou tudo. E começou o ano.
Eu estou me sentindo uma desgraçada.
Uma completa e perfeita desgraçada.
Como pode assim, eu matei esse eu-lírico maldito, esse espírito triste vadio que adora me rodear os pensamentos de vez em quando, como pode assim ele voltar?
Ah, não, não, não, eu te matei, vai embora.
Como posso me sentir tão desgraçada?
Tão sem propriedade para dizer qualquer coisa ou viver?
Seria capaz de sair daqui hoje e tomar meio litro de cachaça, cachaça vagabunda, cachaça que queima o esôfago só pra afogar essa mágoa.
Por que eu me apego às pessoas? Por que eu crio laços?
E são todos imaginários. Quantas pessoas corresponderam esse apego?
Fico me apegando sozinha, me apegando, me apegando.
E então, exemplo, a pessoa vira e te trata mal sem nenhuma amarra. Ela não tem nenhum estima por você e não esconde isso de ninguém.
E aí você fica feito um bêbado abraçando a sarjeta, uma desgraçada abraçando o apego.
Você fica lá, sozinho, com seu apego.
Foi mais ou menos isso que eu vi neste final de semana: eu sozinha com meu apego e uma nojenta dose de gin com limão e canela.
Não faz a menor diferença na vida deles eu existir ou não.
Eu só queria voltar pra casa e conversar com minha meia dúzia de amigos e me sentir menos desgraçada.
Então aquelas pessoas, que eram tão importantes na minha vida, poderiam simplesmente desaparecer, porque isso não faria a menor diferença para mim.
Não passavam de um bando de incompetentes incapazes de ver o quão desgraçada eu estava ali, que só precisava dividir um copo de qualquer coisa e falar alguma coisa entre Olavo de Carvalho e Didi Mocó, como fiz na última noite com um dos poucos seres humanos relevantes que restou na piscina.
E esse sentimento de estar desgraçada só está piorando, derramando pra todo lado, feito uma mancha de petróleo que toma o oceano e mata toda a vida que habitava ali.
Mas isso é só porque eu fico me apegando. Se eu enchesse o meu peito de ambição ou de algum outro sentimento estéril, tudo seria mais fácil. Ou menos dolorido, ao menos.
Vai, trouxa. Vai atrás da Camilla, Arturo, vai. Vai ser uma desgraçada e esconder, assim como só você sabe fazer. Quer ficar aí sendo Vinicius, vai ser Vinicius e ser "um destinado do sofrimento".
Here´s to shutting up:
 
meu tabaco voce fuma
minha florzinha voce rega
o que nunca vai fazer
é tocar nas minhas pregas


Hoje tem Bonde do Rolê no Milo.
Vamos?
Here´s to shutting up:

 

 
   
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