Why do I feel so bad?
De repente me deu vontade de escrever.
Por que às vezes eu me sinto assim, sabe, sozinha demais, então eu falo pro blog. E o blog que fale para quem quiser ler.
Eu tomei muito café. Quando eu tomo muito café minhas mãos ficam mais descontroladas e meu coração bate ainda mais rápido.
Por que eu me sinto tão mal? Por que assim, o ossinho de galinha do "Meu Primeiro Amor" enroscado na garganta?
As mãos perdidas, as falas soltas no vazio, nenhuma resposta, nenhuma esperança.
O medo é mesmo uma merda.
"A essêcia da felicidade é não ter medo". Nietzsche.
O ódio, o ódio de tanta coisa abstrata, tanta coisa que nem meu ódio nem meu suor nem meu grito nem meu máximo esforço pode mudar?
Pra que isso?
Pra que serve isso, afinal?
Por que eu não encontro ninguém ou coisa alguma que responda essas insanidades que insistem em habitar minha cabeça?
Desespero tanto, pânico, vontade de rasgar a vida como um pedaço de papel.
Ódio. Ódio. Ódio. Eu odeio o meu ódio.
Estava tudo tão bem, eu estava num jardim inglês e ria da patetice do mundo; o mundo é realmente uma coisa engraçada.
Eu vi. O mundo é cheio de graça e cores e as pessoas existem de maneira tão patética que só nos resta soltar um sorriso.
E porque de repente esse buraco no peito?
Não zombe dos meus buracos no peito. Eu sou uma suicida, já avisei. Não é brincadeira. Não é mais gracinha da menininha de 14 anos que queria chamar a atenção.
Esses vazios que me deixam corroída, que me deixam feito um pássaro semi-morto prestes a despencar de uma árvore.
O vazio, a solidão (merda de palavra. odeio essa merda de palavra), o medo, a angústia, o no future.
Deixe-me explicar...palavras, saiam da minha cabeça e corram para os meus dedos, por favor. Eu preciso botar isso pra fora antes que isso me enforque.
Agonia, me explica a agonia?
Ou se você não conseguir explicar, porque eu não espero tudo das pessoas o tempo todo, me ajuda a encontrar algumas respostas?
O ódio me deixa muito pior. O ódio me deixa arrogante e malvada. O ódio faz eu me sentir uma merda arrogante e cínica.
E cinismo é tudo que eu não quero ter diante da vida. Cinismo é o maior cocô.
O que esse buraco quer de mim? O que esse monte de lixo acumulado no peito quer de mim?
Por que eu tenho que decidir? Por que eu tenho que escolher?
Eu só quero ir embora daqui e botar um sorriso largo na cara e me jogar na vida.
Eu sei que você tem vergonha de mim.
Por que eu sempre me senti tão triste quando eu percebo que alguém tem vergonha de mim?
Você tem vergonha de mim, você sempre quis me esconder.
E essa não era a melhor hora pra eu descobrir isso.
Ódio e tristeza e a porra da rejeição que eu sofri várias vezes na minha vida. Tá tudo transbordando de mim agora. Tá tudo feito um bueiro entupido jorrando esgoto de mim, tem um monte de lixo entupindo todos os meus sentimentos e eu estou transbordando ressentimentos e traumas por todos os lados.
Eu preciso gritar, preciso decidir, preciso escolher, preciso pensar no futuro, preciso tudo. Precisaria não ter lido Sartre e Nietzsche e Beckett pra não achar a vida tão imbecil.
Me sinto tão idiota. Tão idiota, porque eu me deixei ser idiota, porque me fizeram de idiota, porque eu fico quieta quando alguém me trata como idiota.
Porra de ossinho de galinha. Ódio.
Sai choro. Sai pra dentro. De novo. Como foi na vida inteira.